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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Música "Filho Meu" do Thalles e a exaltação do homem




Por Antognoni Misael


Volta e meia Thalles Roberto aparece nas minhas postagens. Já tava demorando… Sei que muitos até duvidam, mas, eu o ouço e gosto de algumas de suas canções – ouvi-lo cantar clássicos das músicas cristãs no álbum Raízes (2010) não tem igual – o problema é que por estar onde está, talvez por ter sido mal discipulado, ele acaba por merecer algumas considerações.

No último post sobre ele escrevi que se ele apenas cantasse seria menos pior. Minha sugestão abordou sobre suas equivocadas declarações feitas em pregações, testemunhos e entrevistas, a respeito do evangelho: “Se fosse um deslize, uma frase mal colocada, uma expressão infeliz, até que dava pra relevar, mas… não. Não é tão simples assim”, escrevi.

O que tem me chamado atenção agora é o recente vídeo lançado pela Graça Music, “Filho Meu”, cujo Thalles fala na primeira pessoa demonstrando uma tentativa do próprio Deus de se relacionar com um suposto FILHO, porém ainda não convertido.

Não julgo a intenção da música, pode até ter sido boa, mas, sinceramente tanto ela quanto o vídeo foram (para mim) de uma péssima fundamentação teológica, pobreza musical e de uma desqualificação da soberania e onipotência de “Deus” nunca vista antes.



Comentando a letra:

“Filho meu
Ta fugindo de mim, é?
Ja tentei, procurei e outra vez
Você me rejeitou, porta na cara doeu…”

1) A Palavra nos ensina que é Deus quem realiza tanto querer quanto o efetuar na vida de todos nós. (Fp 2.13). Charles Spurgeon bem disse que a Graça de Deus não viola a vontade humana, mas triunfa docemente sobre ela. Sinceramente não consigo compreender esse “Deus” da canção que tanto PROCURA, TENTA e não consegue realizar sua vontade, e além disso ainda leva porta na cara e sente a dor pela rejeição.

“Filho meu
Ta correndo de mim, é?
Ontem eu me lembrei
De uma antiga oração
Que você fez no monte
Lembra filho? Eu chorei!”

2) Não dá pra encontrar nas Escrituras um “Deus” que tem esporádicas lembranças de orações e se põe a chorar porque se sente rejeitado por alguém. Esquizofrenia e complexo de inferioridade, não dá né?

“Eu acho que paguei
Um preço alto demais
Eu tenho tantas coisas
Pra viver com você
Promessas e promessas
Arquivadas te esperando, filho!”

3) Este trecho acima é um retrato do que ultimamente tem ocorrido com muitas das canções evangélicas: a centralidade no homem. A infelicidade do Thalles foi tanta que se prestarmos bem atenção, as palavras compostas por ele montam a ideia de um “Deus” que se humilha e tenta reatar o relacionamento a partir de uma barganha: oferece coisas boas para viver, “Promessas e Promessa” para que o pecador se volte para Ele. Note que em nenhum momento há o convite ao arrependimento, nem a verdade cristã que o caminho de Deus não é um “mar de rosas”!

(Uma pergunta ainda fica no ar: “Deus arquiva promessas”? #CUMÉISSO?)
“Você ta dirigindo cego
Em alta velocidade
Daqui de cima eu vejo
A pancada que vem
Então passa sua vida pro meu
Nome que eu assumo tudo
Tudo, tudo, tudo”
4) Afinal, esse FILHO da canção é convertido ou convencido? Note, nas estrofes acima “Deus” se refere a um filho, tanto é que o chama assim. Agora me parece que ele ainda não é, já que acima “Deus” diz: “passa sua vida pro meu nome”, deixando a entender que ainda não há filiação entre ele e o personagem FILHO. Veja a próxima estrofe:

“Faz o seguinte, oh
Levante a mão agora
E me aceita
Como o seu salvador
Depois me abraça
E a gente venceJunto essa parada”


5) Acima, “Deus” faz um apelo ao personagem e definitivamente revela que ele não era FILHO como mencionou as duas primeiras estrofes; além do mais, este convite de “Deus” não traz a consciência de pecado e a condição de arrependimento, do contrário, ratifica que é um convite a vitória e ao deleite das promessas “arquivadas”.

Quanta irrelevância e confusão para uma só canção.

Lamento dizer. Senti pena desse “Deus” da canção. Um “Deus” que implora, oferece promessa arquivada, leva porta na cara e sente dor na rejeição.

A Palavra diz que Cristo morreu pelos Seus, viu o fruto penoso do seu trabalho e ficou SATISFEITO (Isaías 53:10-11). Deus NÃO está implorando por ninguém. É o próprio Deus quem chama, traz e abre a porta. As Suas ovelhas ouvem a Sua voz e o seguem, e ninguém as arrebatará das mãos dEle (Jo 10.27-28).

P.S.: Sem falar que a música (pra mim) é uma das piores que ouvi no meio Gospel.

Fonte: Arte de Chocar
Via: Púlpito Cristão


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Nosso Comentário:

Quando li esse texto do Misael, meus olhos se encheram de lágrimas, não pelo texto, mas pela letra infeliz da canção desse cara.
Uma letra onde o homem é exaltado de forma berrante.
Vi muita encenação, ouvi muito berro, não senti NADA de poder de Deus...

Para justificar essa bizarrice, falam que é uma canção evangelística, porém o pecador não é apresentado ao Deus verdadeiro, aliás, o único deus que atende os "pré-requisitos" dessa música é baal.

Depois que o Thalles foi consagrado à pastor, me parece que o ego subiu de uma forma terrível.
Aliás, não entendo cantores que vem do mundo e em poucos anos são consagrados ao pastorado, quando muitos irmãos de cabelo branco sequer foram separados à diácono...

Desperta igreja!

Graça e Paz,

Wanderson Felicio de Lima
(Editor-Chefe do Blog)

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